Compositor: Allen B. Konstanz, Yantit, Schwadorf
Solitária, fica a velha lua
Apenas uma pedra, que se foi separada
Do homem que sempre a habitou
Preso por uma corda, no firmamento
Solitária, a lua apaga sua luz
Pois nenhuma alma procura companhia
Sem caminho para iluminar
Reina a escuridão para eternidade
Amém
Solitário, jaz um velho homem
Há dias mudo, rígido e congelado
Sobre o laso oculto da lua
Onde ele perdeu o equilíbrio
Solitário, seu olhar imóvel procura
O amigo, que um dia deu abrigo e sustento
Sente-o morrer sob seus pés
Frio como ele mesmo, frio como uma pedra
Juntos éramos o mundo
Solitários devemos dele partir
Um homem, uma lua, e o sentimento
De jamais voltar a ver o outro
O que se faz
Quando dois corações frios e pesados
Tornam-se estranhos um ao outro?
O céu chora, e nenhum anjo canta mais
O homem na lua é nada mais que um homem
Que nas terras distantes, desapareceu, sem lar
A velha lua é nada mais que uma pedra
Condenada a existir, sem o seu homem na lua
Juntos éramos o mundo
Solitários devemos dele partir
Um homem, uma lua, e o sentimento
De jamais voltar a ver o outro
O que se faz
Quando dois corações frios e pesados
Tornam-se estranhos um ao outro?
O céu chora, e nenhum anjo canta mais